quinta-feira, 30 de junho de 2011


Sono dos deuses
Dorme o amor

Às vezes numa
Fria madrugada

Anos depois acorda
Tateando no escuro

Paredes corredores
Móveis porta muro

Em braile o alfarrábio de cabeceira
Para os olhos não abrir

Mudaram tudo de lugar
Não se sabe se a casa

Ainda está lá
Na mesma rua

Mas deixaram
Que sorte

A borra do café
Um maço de cigarros

E um bilhete
Boa Noite


TRMO


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