Sono dos deuses
Dorme o amor
Às vezes numa
Fria madrugada
Anos depois acorda
Tateando no escuro
Paredes corredores
Móveis porta muro
Em braile o alfarrábio de cabeceira
Para os olhos não abrir
Mudaram tudo de lugar
Não se sabe se a casa
Ainda está lá
Na mesma rua
Mas deixaram
Que sorte
A borra do café
Um maço de cigarros
E um bilhete
Boa Noite
TRMO
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